quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Instantes.

                Dizem que este poema na verdade não é de Jorge Luiz Borges, sendo incerta sua autoria; no entanto, é notória a beleza e a sabedoria de seu conteúdo, que remete a uma das principais questões da vida: o envelhecimento, a maturidade, a nostalgia e, consequentemente, a morte!

 

INSTANTES


Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.
Seria mais tolo ainda do que tenho sido, na verdade bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiênico.
Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos lentilha, teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente cada minuto da vida, claro que tive momentos de alegria.
Mas se pudesse voltar a viver, trataria de ter somente bons momentos.
Porque, se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos, não percas o agora.
Eu era um desses que nunca ia a parte alguma sem um termômetro, uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas. Se voltasse a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças, se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas já viram, tenho oitenta e cinco anos e sei que estou morrendo.
(Jorge Luís Borges)

Abs,

Amaury

Laika, a pioneira!

     Hoje faz 57 anos que o primeiro ser vivo terrestre orbitou em torno do nosso planeta: a cachorrinha russa da raça Laika.
     Segundo consta, Crespinha, como era chamada, tinha aproximadamente 3 anos de idade quando foi capturada para o Programa Espacial Soviético, em plena Guerra Fria, quando o domínio do espaço daria significativo status à potência que alcançasse tal êxito.
     A cadelinha viria a falecer entre cinco e sete horas após a decolagem, provavelmente pelo stress da viagem ou pelo superaquecimento de sua nave; todavia, a partir de sua epopéia, ficaria patente a possibilidade de voos tripulados por seres humanos, inaugurando assim uma nova era, a da corrida espacial!

Abs,

Amaury

domingo, 30 de outubro de 2011

O voo da borboleta azul

Tenho hábito “engraçado” de ler as mensagens dos pacotes de pão da Padaria Boníssima!
Ressalto que para o meu momento, foi uma espécie de resposta a alguns questionamentos!
Boa leitura!

A lenda da Borboleta Azul

A lenda conta a que uma menina curiosa decide colocar à prova o velho sábio, por duvidar que fosse realmente um sábio.
Tomou nas mãos uma borboleta azul, escondeu com a borboleta para trás;
Foi até o sábio e disse: tenho nas mãos uma borboleta azul, ela está viva ou morta?
Antes que o sábio respondesse tinha preparado o seguinte ardil: Se ele disser que está viva, ela esmaga a borboleta; Ele não é um sábio.
Se ele disser que ela está morta, eu a deixo voar; Ele não é um sábio.

Mas o sábio, como tal em sua resposta disse:

Ela está em suas mãos, depende de você se ela irá morrer ou viver e voar longe...

Nós, no decorrer de nossas vidas, de tempos em tempos, temos a necessidade de nos trancar em casulo, para algum tempo depois, alcançarmos vôos maiores e mais altos. Precisamos entender que o casulo é apenas um meio necessário as nossas transformações, que ele nos prepara e nos dá forças para seguirmos em frente.
Porém, há pessoas – assim como instituições – que não conseguem abandonar seus casulos. Para elas, a vida se torna sem graça e sem grandes expectativas. Relutam em se libertar do passado, ou porque não sabem como fazê-lo, ou porque não tem coragem de enfrentar uma metamorfose por medo do futuro, do novo. O medo e a insegurança de romper com velhos paradigmas impedem o vôo, e voar com as próprias asas significa responsabilizar-se por erros e acertos.
Aqueles que conseguem libertar-se do casulo são os que conseguem crescer, se renovar a cada dia, voar alto e enxergar as múltiplas oportunidades que nos cercam.

Assim como a desajeitada lagarta que se transforma na linda borboleta, nós também precisamos sair de nossos casulos!

Desejo que cada um de vocês voe cada vez mais alto. Entendo que é com amor e sabedoria que enfrentamos nossas lutas diárias, e de cada “casulo” saímos mais fortes e revigorados.
Sabemos que está em nossas mãos morrer ou viver e voar cada vez mais alto, e não simplesmente perambular pelos mesmos galhos secos. 

Abs,

Cibele. 

sábado, 29 de outubro de 2011

O Ipê Amarelo de Rondônia

   Meus caros! Recebi um e-mail hoje, relatando a incrível e emocionante história de um ipê, árvore símbolo do Brasil, que mesmo após cortada e transformada em um poste de luz (!), refloresceu, renasceu qual fênix que se levanta das cinzas! Abaixo, transcrevo a notícia, veiculada no site: www.noticiaproibida.org

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Graciliano Ramos

       Não poderia deixar de prestar minha homenagem hoje também, ao alagoano Graciliano Ramos, nascido no dia 27 de outubro de 1892. Autor de vários clássicos da literatura brasileira como São Bernardo, Vidas Secas e Angústia, gostaria de recomendar o excelente "Memórias do Cárcere", livro publicado após a morte do escritor - ocorrida em 1953, em decorrência de um câncer de pulmão.
       A obra, publicada originalmente em quatro volumes, relata o período em que o autor esteve preso por motivos políticos, durante o Estado Novo, no presídio de Ilha Grande. Dentre os  vários acontecimentos narrados no livro, sem dúvida um dos mais emocionantes se dá quando da delação de Olga Benário, que é entregue a Gestapo, a polícia secreta nazista. Mais do que a experiência de Graciliano Ramos na colônia penal fluminense, o livro nos relata principalmente acerca da ferrenha ditadura de Getúlio Vargas, que conduziu os caminhos da sociedade brasileira de então com mãos de ferro, tolhendo qualquer forma de liberdade que pudesse interferir em seu governo.
        Sucesso de crítica, aclamado pelos leitores (inclusive por mim), o livro, que viraria filme nos anos 80, é sem dúvida alguma peça importantíssima em nossa literatura; apesar de ter sido escrito há quase sessenta anos, possui uma linguagem leve e atual, sem arcaísmos ou regionalismos. É um livro fácil de se encontrar, portanto, quem quiser saber um pouco da história recente do país, através de uma testemunha que vivenciou todas as agruras do período, pode, sem qualquer receio, adquirir o livro que não terá decepções!

Abs,

Amaury



quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Parabéns, Maurício!

     Hoje, 27 de outubro, bem que poderia ser o dia das crianças, afinal, há 76 anos nascia aquele que se tornaria referência na literatura infanto juvenil no país: Maurício de Sousa! Inspirado em amigos e nos próprios familiares, este paulista de Santa Isabel, já no final dos anos 50, começa a criar seus personagens que o tornaria mundialmente famoso alguns anos depois. Quem não conhece a "baixinha dentuça", sempre envolvida pelos "planos infalíveis" dos amigos Cebolinha e Cascão? E a menininha comilona? Tudo começou com o cachorro do Franjinha, o Bidu, primeiro personagem do cartunista; passando pelo Horácio, o dinossaurinho órfão que segundo alguns, seria a representação do próprio Maurício, chegando a diversos personagens inseridos em variados núcleos: A Turma do Penadinho, a Turma da Tina, o Piteco na pré história, etc.
      A Turma da Mônica foi importante elemento em minha educação, em minha alfabetização, tornando a leitura um hábito quotidiano e quase obrigatório em minha vida; se hoje passeio prazeirosamente pelas páginas de Machado de Assis, Fernando Pessoa, Agripa Vasconcelos, Fernando Morais dentre muitos outros,  agradeço aos famosos "gibis", que verdadeiramente me ensinaram a gostar de ler!
       Portanto, obrigado, Maurício e, parabéns!!
   

        Abs,
         
       Amaury




      
     

terça-feira, 25 de outubro de 2011

No Templo Budista

Cada um à sua maneira tenta responder às várias perguntas existenciais que aparecem em nosso cotidiano. Cada um de nós tenta formular sua concepção de mundo a partir de suas experiências.
Imbuído da necessidade de efetuar mudanças e de procurar respostas, visitei no dia treze de agosto deste ano, o Centro Budista Kadampa Maitreya. Foi na tarde ensolarada e agradável deste dia que vivenciei uma experiência única e harmoniosa.
Dentro de uma sala não muito grande, com tapetes e pequenas almofadas no chão, vivi duas 2 horas de paz e muita reflexão. Eu que nunca havia meditado, recebi ensinamentos sobre como meditar e pude perceber que a meditação é um método efetivo para controlar nossa mente. Pude ver que aprendendo novas maneiras de ver o mundo e técnicas específicas para nos concentrar, poderemos superar mentes como raiva, inveja e ignorância, e desenvolver mentes positivas como amor, compaixão e sabedoria, para encontrar verdadeira paz interior e felicidade.
Confesso que saí daquele templo muito mais leve do que entrei. Foi uma experiência muito marcante e que pretendo reviver. Recomendo a todos!
                                                  

Abs,
Pedro Henrique Faria