domingo, 13 de novembro de 2011

Entender as Limitações dos Outros

Muitas vezes exigimos algumas atitudes das pessoas, especialmente daquelas que nos cercam, esquecendo-nos de que cada ser é uma individualidade, com pensamentos e modos de agir diferentes. Não podemos nem temos o direito de exigir coisa alguma de quem quer que seja. Podemos até aconselhar, mas jamais impor alguma coisa.

Nosso pai nos criou, dando-nos o livre-arbítrio para que possamos escolher aquilo que entendemos ser o melhor para nós. Isto não significa que estamos isentos de fazermos escolhas equivocadas, pois ainda somos seres imperfeitos, em busca de crescimento. Todos temos uma longa jornada de aprendizado a seguir, por isso, não cobremos do outro o que nem nós podemos dar ainda.

Entendamos as limitações do outro, assim como desejamos que o outro nos entenda. Nem todos se encontram no mesmo grau de entendimento. Por isso, devemos respeitar o tempo de cada um. Caminhemos em busca do entendimento, baseados nas lições do Mestre Jesus, que nos ensina a auxiliar na medida do possível nossos irmãos de jornada. Todos seguimos rumo à evolução, pois para isso estamos aqui nesta escola chamada terra.

Mensagem do Centro Espírita Abrigo da Luz Bezerra de Menezes (Informativo abril 2011).

sábado, 12 de novembro de 2011

A Pedra



A Pedra

O distraído nela tropeçou…
O bruto a usou como projétil.
O empreendedor, usando-a, construiu.
O camponês, cansado da lida, dela fez assento.
Para meninos, foi brinquedo.
Drummond a poetizou.
Já, David matou Golias, e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura...
E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem!
Não existe “pedra” no seu caminho que você não possa aproveitá-la para o seu próprio crescimento.
Cada instante que passa é uma gota de vida que nunca mais torna a cair, aproveite cada gota para evoluir...
Das oportunidades saiba tirar o melhor proveito, talvez não teremos outra chance.

Abs,

Amaury

Já conhecia este texto a um bom tempo; todavia, “navegando” pela internet, me deparei novamente com ele, desta vez no site www.advir.com, um portal adventista, no qual é atribuído a Antonio Pereira. Não posso dizer se de fato o autor do texto é a pessoa supra citada; contudo, vale a pena a leitura e reflexão transmitidas na mensagem.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Cecília Meireles

     Em 9 de novembro de 1964, morria Cecília Meireles, uma das maiores poetisas de lingua portuguesa do planeta; abaixo, transcrevo um de seus poemas, que ficaria eternizado na voz de Fagner:

Motivo
 

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.


Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.


Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.


Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.

Abs,

Amaury






terça-feira, 8 de novembro de 2011

"O Lobo Alfa"

   Semana passada, enquanto fazia compras em um supermercado com minha noiva, vimos a propaganda de um site no para-choque de um veículo www.oloboalfa.com.br; qual não foi minha grata surpresa ao constatar que era um site sério, enganjado com a causa dos animais, com espaço específico para candidatos a adoção, para pessoas que estão interessadas em colaborar, e até para histórias com "final feliz", de inúmeros bichinhos! Se você se preocupa, se interessa pelos problemas dos animais de estimação, então você não pode deixar de acessar este site!

Não abandone seu amigo!!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Devaneios...

Devaneios

Depositei meus tristes olhos
Nos degraus de sua porta
Minha alma é mesmo assim
Às vezes viva, às vezes morta

Entreguei meus lindos sonhos
Aos desejos do acaso
O amor é sempre assim
Ora é profundo, ora tão raso

Contemplei a imensidão
Com olhar de um menestrel
O coração no peito hesita
A garganta é puro fel

O que vejo não me espanta
O que rola em teu rosto
Corpo quente, fria alma
É alegria ou desgosto

O amor é tão sublime
Morre e brota a cada instante
É levado pelo vento
Um eterno viajante

Folhas mortas buscam o chão
Anunciam o outono
Minha mente em devaneio
Não mais dorme, perde o sono

Recolhi meus tristes sonhos
Do portal de sua vida
Minha alma é mesmo assim
Sonhadora e combalida.

João Bosco de Almeida Wiermann

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Instantes.

                Dizem que este poema na verdade não é de Jorge Luiz Borges, sendo incerta sua autoria; no entanto, é notória a beleza e a sabedoria de seu conteúdo, que remete a uma das principais questões da vida: o envelhecimento, a maturidade, a nostalgia e, consequentemente, a morte!

 

INSTANTES


Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.
Seria mais tolo ainda do que tenho sido, na verdade bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiênico.
Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos lentilha, teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente cada minuto da vida, claro que tive momentos de alegria.
Mas se pudesse voltar a viver, trataria de ter somente bons momentos.
Porque, se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos, não percas o agora.
Eu era um desses que nunca ia a parte alguma sem um termômetro, uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas. Se voltasse a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças, se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas já viram, tenho oitenta e cinco anos e sei que estou morrendo.
(Jorge Luís Borges)

Abs,

Amaury