sexta-feira, 21 de outubro de 2011

"A Sombra do Vento"

   Gostaria de indicar hoje, um livro que caiu totalmente por acaso em minhas mãos! "A sombra do Vento", do escritor e roteirista espanhol, Carlos Ruiz Zafón, lançado em 2001 - e que já vendeu quase sete milhões de exemplares - narra a história de Daniel Sempere, que numa noite em que não conseguia dormir, foi levado pelo pai ao Cemitério dos Livros Esquecidos, na Barcelona dos anos 40, em plena ditadura franquista, para escolher um livro de aniversário, já que naquela noite, completava 11 anos.
    Na estranha biblioteca, Daniel escolhe (ou é escolhido?) um livro do enigmático Julián Carax, e a partir de então se lança em uma verdadeira cruzada em busca de qualquer informação sobre o autor. Nesta insólita jornada, cujo desfecho se dá já com um Daniel na fase adulta, nosso herói vivencia diversas aventuras; da inocência do menino que chora pela perda da memória da mãe, à descoberta do primeiro amor...
     A obra do escritor catalão fascina pela descrição de uma cidade mágica - Barcelona - em um período romântico, onde os protagonistas vivem do comércio de livros, empolgados por um socialismo utópico e recheado de personagens cativantes e um tanto quanto surreais!

Espero que gostem e, boa leitura!
                                       
Abs,
Amaury



quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Guia Rápido de Como Dirigir em BH

Mês passado o jornal SUPER Notícia, de Minas Gerais publicou em seu caderno de HUMOR o texto abaixo:

Faixas Inúteis - A pintura de faixas, quando existe, não serve para absolutamente nada. Não se sabe exatamente para que a via foi dividida em faixas. Acostume-se, esqueça as faixas, sinta-se livre.

Parar já - Pare onde e quando precisar: é só ligar o pisca alerta. Todos podem esperar um pouco. Na rua onde mal passa um carro, que diferença podem fazer cinco ou dez minutos parado até que seu filho saia da escola?

Fila é para otário - Em qualquer conversão, onde normalmente só caberia um carro, faça fila dupla, tripla, ás vezes dá até para a quarta fila. Nunca espere o otário que está aguardando pacientemente a conversão, fila é para otário. Passe à frente, tome a preferência da conversão à força. Quem quiser que buzine.

Retorno - Nas ruas de BH é possível retornar em qualquer lugar. Gire o volante e entre. Se não "deu jogo", dê uma rezinha rapidinha e complete a manobra. Quem quiser que espere ou se bata. Quem procura retorno é otário.

Seta invertida - Ás vezes ligue sem querer a luzinha que pisca na esquerda ou na direita. Se deseja ir para a esquerda, vá, não importa se a tal luz amarela está piscando, muito menos se pisca do lado certo.

Buzina no sinal - Aguarde o sinal verde com as duas mãos prontas para acionar violentamente a buzina do seu carro. Seja rápido, mesmo que você esteja sem pressa, mesmo que buzinar não faça nenhum sentido.

Não sei como é na sua cidade, mas, na minha é maios ou menos assim! Parece até piada! Mas, infelizmente é a realidade em que vivemos!

Abs,

Amaury

terça-feira, 18 de outubro de 2011

"Médico de Homens e de almas”

            Hoje, 18 de outubro de 2011, dia do médico e dia do pintor, é dia também de Lucas, o evangelista - autor ainda do Livro Ato dos Apóstolos; sendo assim, aproveito a ocasião para indicar uma excelente obra sobre o ilustre médico.
            Publicado há mais de cinqüenta anos, o livro da escritora britânica, Janet Miriam Holland Taylor Caldwell, mais conhecida como Taylor Caldwell, "Médicos de Homens e de almas", narra a emocionante saga de Lucano (Lucas, em sua forma diminutiva) começando por sua infância em Antioquia, na Síria, quando presenciou a estrela que anunciava o nascimento do Salvador.
            Dizem que a autora levou longos quarenta e seis anos para concluir o seu trabalho, tendo-o começado ainda jovem – foram anos de uma pesquisa extremamente meticulosa, sendo consultados mais de mil livros, o que resultou nesta belíssima obra, onde o leitor pode ter uma noção bastante clara, sobre as roupas, lugares e pessoas do período relatado.
             De acordo com a escritora, Lucas era um homem bondoso, sábio, tendo sido um dos maiores defensores do cristianismo, ainda que não acreditasse no Mestre Nazareno a princípio, e nem soubesse que podia efetuar curas com as próprias mãos!
             Portanto, deixo este magnífico compendio como indicação para quem procura um texto com uma narrativa dinâmica e elegante e, ao mesmo tempo recheada de citações históricas, sem a entediante didática dos velhos professores de História, e sem o proselitismo característico das obras religiosas.

                                                                        

Abs,

Amaury.

O "GRANDE DITADOR" COMPLETA 71 ANOS

No último dia 15 de outubro, o primeiro filme falado de Charles Chaplin completou 71 anos! Parodiando a Adolf Hitler, em plena Segunda Guerra Mundial, Chaplin nos brindou com um dos mais importantes libelos anti-guerra já produzidos pelo cinema norte-americano! Ao final do filme, o personagem de Chaplin nos presenteia com um belo e emocionante discurso, enfatizando dentre outros temas, a importância da manutenção da paz! É um pouco extenso, mas vale a pena conferir:


"Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio... negros... brancos.
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.
Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!
Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou grupo de homens, ms dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de faze-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos! ( segue o estrondoso aplauso da multidão ).
Então, dirige-se a Hannah :
Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!."

                                             

Abs,

Amaury

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Frédéric Chopin

     Há mais de cento e sessenta anos atrás morria de tuberculose o magistral pianista polonês, Frédéric Chopin, principal expoente da era romântica.
Nascido na Polônia, o músico se mudaria ainda jovem, aos vinte anos de idade, para Paris, capital dos artistas, quando entraria definitivamente para a história.
     Meus sinceros agradecimentos a este grande músico, que me proporcionou diversos momentos de enlevo, de paz e serenidade com sua arte! Para quem ainda não conhece o artista polaco, recomendo que se comece por suas valsas, suas sonatas, seus célebres estudos e prelúdios e principalmente seus noturnos, a meu ver, as obras que mais demonstram a personalidade romântica e soturna do pianista.

                                             
                                                      

Abs,

Amaury

Dia Internacional da Erradicação da Pobreza

 
     Hoje se comemora no planeta o Dia Internacional da Erradicação da Pobreza, uma data criada pela ONU, como forma de sensibilizar tanto os países desenvolvidos como subdesenvolvidos, para políticas sociais conjuntas contra a pobreza e a desigualdade social.
      Em todo o mundo, segundo estimativas do Banco Mundial, cerca de dois bilhões de pessoas vivem com menos de dois dólares por dia, sendo que 19% da população mundial vivem em situação de extrema pobreza.
      No Brasil, o problema se agrava com a histórica concentração de renda, onde 46% da renda nacional concentram-se nas mãos de apenas 10% da população (dados da ONU).
      É extremamente preocupante não termos políticas públicas para inclusão social e é chocante quando nos deparamos com dados como os publicados pela Folha de São Paulo, que  apontam que 100 milhões de brasileiros não tem acesso a saneamento básico (!) e apenas 35% dos empregados no Brasil possuem carteira assinada!
       Precisamos muito que nossos parlamentares, em conjunto com nossa sociedade, encontrem políticas que minimizem os contrastes que marcam nosso meio social.
       É inadmissível nossa passividade, nossa postura apática diante de tantos escândalos sobre corrupção, enquanto a cada cinco minutos, morre uma criança de fome em nosso país!
       Vamos cobrar sempre de nossos representantes, legitimamente eleitos; mas não nos esqueçamos de que também podemos trabalhar em prol do próximo; caridade não se faz apenas com recursos financeiros! O Livro dos Espíritos nos diz “A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, mas abrange todas as relações com os nossos semelhantes, quer se trate de nossos inferiores, iguais ou superiores”.

Abs,

Amaury