sábado, 29 de outubro de 2011
O Ipê Amarelo de Rondônia
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Graciliano Ramos
Não poderia deixar de prestar minha homenagem hoje também, ao alagoano Graciliano Ramos, nascido no dia 27 de outubro de 1892. Autor de vários clássicos da literatura brasileira como São Bernardo, Vidas Secas e Angústia, gostaria de recomendar o excelente "Memórias do Cárcere", livro publicado após a morte do escritor - ocorrida em 1953, em decorrência de um câncer de pulmão.
Amaury
A obra, publicada originalmente em quatro volumes, relata o período em que o autor esteve preso por motivos políticos, durante o Estado Novo, no presídio de Ilha Grande. Dentre os vários acontecimentos narrados no livro, sem dúvida um dos mais emocionantes se dá quando da delação de Olga Benário, que é entregue a Gestapo, a polícia secreta nazista. Mais do que a experiência de Graciliano Ramos na colônia penal fluminense, o livro nos relata principalmente acerca da ferrenha ditadura de Getúlio Vargas, que conduziu os caminhos da sociedade brasileira de então com mãos de ferro, tolhendo qualquer forma de liberdade que pudesse interferir em seu governo.
Sucesso de crítica, aclamado pelos leitores (inclusive por mim), o livro, que viraria filme nos anos 80, é sem dúvida alguma peça importantíssima em nossa literatura; apesar de ter sido escrito há quase sessenta anos, possui uma linguagem leve e atual, sem arcaísmos ou regionalismos. É um livro fácil de se encontrar, portanto, quem quiser saber um pouco da história recente do país, através de uma testemunha que vivenciou todas as agruras do período, pode, sem qualquer receio, adquirir o livro que não terá decepções!
Abs,
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Parabéns, Maurício!
Hoje, 27 de outubro, bem que poderia ser o dia das crianças, afinal, há 76 anos nascia aquele que se tornaria referência na literatura infanto juvenil no país: Maurício de Sousa! Inspirado em amigos e nos próprios familiares, este paulista de Santa Isabel, já no final dos anos 50, começa a criar seus personagens que o tornaria mundialmente famoso alguns anos depois. Quem não conhece a "baixinha dentuça", sempre envolvida pelos "planos infalíveis" dos amigos Cebolinha e Cascão? E a menininha comilona? Tudo começou com o cachorro do Franjinha, o Bidu, primeiro personagem do cartunista; passando pelo Horácio, o dinossaurinho órfão que segundo alguns, seria a representação do próprio Maurício, chegando a diversos personagens inseridos em variados núcleos: A Turma do Penadinho, a Turma da Tina, o Piteco na pré história, etc.
Abs,
Amaury
A Turma da Mônica foi importante elemento em minha educação, em minha alfabetização, tornando a leitura um hábito quotidiano e quase obrigatório em minha vida; se hoje passeio prazeirosamente pelas páginas de Machado de Assis, Fernando Pessoa, Agripa Vasconcelos, Fernando Morais dentre muitos outros, agradeço aos famosos "gibis", que verdadeiramente me ensinaram a gostar de ler!
Portanto, obrigado, Maurício e, parabéns!!
Abs,
terça-feira, 25 de outubro de 2011
No Templo Budista
Cada um à sua maneira tenta responder às várias perguntas existenciais que aparecem em nosso cotidiano. Cada um de nós tenta formular sua concepção de mundo a partir de suas experiências.
Imbuído da necessidade de efetuar mudanças e de procurar respostas, visitei no dia treze de agosto deste ano, o Centro Budista Kadampa Maitreya. Foi na tarde ensolarada e agradável deste dia que vivenciei uma experiência única e harmoniosa.
Dentro de uma sala não muito grande, com tapetes e pequenas almofadas no chão, vivi duas 2 horas de paz e muita reflexão. Eu que nunca havia meditado, recebi ensinamentos sobre como meditar e pude perceber que a meditação é um método efetivo para controlar nossa mente. Pude ver que aprendendo novas maneiras de ver o mundo e técnicas específicas para nos concentrar, poderemos superar mentes como raiva, inveja e ignorância, e desenvolver mentes positivas como amor, compaixão e sabedoria, para encontrar verdadeira paz interior e felicidade.
Confesso que saí daquele templo muito mais leve do que entrei. Foi uma experiência muito marcante e que pretendo reviver. Recomendo a todos!
Abs,
Pedro Henrique Faria
sábado, 22 de outubro de 2011
"Meia Noite em Paris"
Junte em um mesmo filme, Literatura, História, Paris, Woody Allen e Sonhos - bastante Sonhos - e o resultado não poderia ser outro: um dos melhores filmes do diretor nova iorquino dos últimos anos!
Um escritor frustrado vivido por Owen Wilson, após uma desgustação de vinhos, resolve dar uma volta pela Cidade luz, quando exatamente a meia noite, um misterioso automóvel pára ao seu redor e o convida para embarcar naquela que seria a viagem mais inusitada de sua vida.
Gil, personagem de Owen Wilson, começa então a frequentar festas e bares também frequentados por ilustres escritores do início do século XX, como Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald e esposa, T.S. Eliot dentre outros.
Meia Noite em Paris, através de seu personagem principal, uma espécie de alter ego de Allen, na verdade nada mais é que uma homenagem magistral a capital francesa, aos seus ídolos na literatura e até mesmo na música, onde o jazz é o amálgama em todo o filme.
No filme de Allen, passado e presente se confundem a todo instante, parecendo em certos momentos que o aclamado diretor de A Rosa púrpura do Cairo, Manhattan e Poderosa Afrodite, faz uma ode a nostalgia, flertando com uma época supostamente mais interessante que a atual.
No final, o que temos é uma obra que, particularmente não via há um bom tempo! Ainda é possível assistir a película nos cinemas - o que casa com o charme do filme.
Quem não teve oportunidade de conferir, eu recomendo!

Abs,
Amaury
Um escritor frustrado vivido por Owen Wilson, após uma desgustação de vinhos, resolve dar uma volta pela Cidade luz, quando exatamente a meia noite, um misterioso automóvel pára ao seu redor e o convida para embarcar naquela que seria a viagem mais inusitada de sua vida.
Gil, personagem de Owen Wilson, começa então a frequentar festas e bares também frequentados por ilustres escritores do início do século XX, como Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald e esposa, T.S. Eliot dentre outros.
Meia Noite em Paris, através de seu personagem principal, uma espécie de alter ego de Allen, na verdade nada mais é que uma homenagem magistral a capital francesa, aos seus ídolos na literatura e até mesmo na música, onde o jazz é o amálgama em todo o filme.
No filme de Allen, passado e presente se confundem a todo instante, parecendo em certos momentos que o aclamado diretor de A Rosa púrpura do Cairo, Manhattan e Poderosa Afrodite, faz uma ode a nostalgia, flertando com uma época supostamente mais interessante que a atual.
No final, o que temos é uma obra que, particularmente não via há um bom tempo! Ainda é possível assistir a película nos cinemas - o que casa com o charme do filme.
Quem não teve oportunidade de conferir, eu recomendo!
Abs,
Amaury
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
"A Sombra do Vento"
Gostaria de indicar hoje, um livro que caiu totalmente por acaso em minhas mãos! "A sombra do Vento", do escritor e roteirista espanhol, Carlos Ruiz Zafón, lançado em 2001 - e que já vendeu quase sete milhões de exemplares - narra a história de Daniel Sempere, que numa noite em que não conseguia dormir, foi levado pelo pai ao Cemitério dos Livros Esquecidos, na Barcelona dos anos 40, em plena ditadura franquista, para escolher um livro de aniversário, já que naquela noite, completava 11 anos.
Na estranha biblioteca, Daniel escolhe (ou é escolhido?) um livro do enigmático Julián Carax, e a partir de então se lança em uma verdadeira cruzada em busca de qualquer informação sobre o autor. Nesta insólita jornada, cujo desfecho se dá já com um Daniel na fase adulta, nosso herói vivencia diversas aventuras; da inocência do menino que chora pela perda da memória da mãe, à descoberta do primeiro amor...
A obra do escritor catalão fascina pela descrição de uma cidade mágica - Barcelona - em um período romântico, onde os protagonistas vivem do comércio de livros, empolgados por um socialismo utópico e recheado de personagens cativantes e um tanto quanto surreais!
Espero que gostem e, boa leitura!
Abs,
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
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